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Convulsão

As convulsões representam uma das principais emergências neurológicas da medicina veterinária e exigem raciocínio clínico rápido para distinguir doenças sistêmicas potencialmente reversíveis de alterações estruturais do sistema nervoso central. O sucesso do diagnóstico depende da integração entre histórico clínico, exame neurológico, exames laboratoriais, diagnóstico por imagem e, quando indicado, análise do líquido cefalorraquidiano. Neste módulo, o aluno aprenderá um protocolo diagnóstico utilizado na rotina do Hospital Veterinário Florianópolis, fundamentado em evidências científicas e aplicado diariamente pelo InstitutoVet, com suporte laboratorial do ScientiaLabs, do LAVEF e dos exames especializados da RXVet Laudos.

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O Curso

CURSO DE DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL E RACIOCÍNIO CLÍNICO EM CÃES E GATOS

 

Convulsões em Cães e Gatos

Classificação Etiológica, Diagnóstico Diferencial e Abordagem Clínica Baseada em Evidências


InstitutoVet

Hospital Veterinário Florianópolis (HVF)

RXVet Laudos

ScientiaLabs

LAVEF


Corpo Docente

Dr. Ewerton Cardoso

Dr. Mateus Ryschecki

Dr. Rafael Silveira

Dr. Marcelo Becker

Dr. Guilherme Durante

Dra. Bruna Warmling

Dra. Thainara Heineck


RESUMO

As convulsões representam uma das principais emergências neurológicas da medicina veterinária e exigem raciocínio clínico rápido para distinguir doenças sistêmicas potencialmente reversíveis de alterações estruturais do sistema nervoso central.

O sucesso do diagnóstico depende da integração entre histórico clínico, exame neurológico, exames laboratoriais, diagnóstico por imagem e, quando indicado, análise do líquido cefalorraquidiano.

Neste módulo, o aluno aprenderá um protocolo diagnóstico utilizado na rotina do Hospital Veterinário Florianópolis, fundamentado em evidências científicas e aplicado diariamente pelo InstitutoVet, com suporte laboratorial do ScientiaLabs, do LAVEF e dos exames especializados da RXVet Laudos.



O QUE É UMA CONVULSÃO?

Convulsão é a manifestação clínica decorrente de descargas elétricas excessivas e sincronizadas dos neurônios cerebrais.

Pode ocorrer por:

  • doenças metabólicas;
  • intoxicações;
  • alterações eletrolíticas;
  • doenças estruturais do encéfalo;
  • epilepsia idiopática.

O material apresentado organiza essas causas em três grandes grupos: extracranianas, intracranianas e epilepsia idiopática, facilitando o raciocínio diagnóstico.


FLUXOGRAMA DO RACIOCÍNIO CLÍNICO

 
Paciente convulsionando

↓

Estabilização

↓

ABCDE

↓

Histórico

↓

Exame neurológico

↓

Normal entre crises?

↓

SIM

↓

6 meses a 6 anos?

↓

Epilepsia Idiopática

↓

NÃO

↓

Exames laboratoriais

↓

Imagem

↓

Diagnóstico definitivo
 

CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA

1. Causas Extracranianas

As doenças extracranianas provocam convulsões por alterações sistêmicas que afetam secundariamente o cérebro. Na apresentação, são destacadas três categorias principais: intoxicações (como organofosforados, estricnina, ivermectina e metaldeído), distúrbios metabólicos (hipoglicemia, encefalopatia hepática e uremia) e alterações eletrolíticas (hipocalcemia, hiponatremia, hipernatremia e acidose metabólica).

Intoxicações

  • Organofosforados
  • Carbamatos
  • Estricnina
  • Ivermectina
  • Metaldeído
  • Plantas tóxicas

Distúrbios Metabólicos

  • Hipoglicemia
  • Encefalopatia hepática
  • Shunt portossistêmico
  • Uremia
  • Hipóxia

Alterações Eletrolíticas

  • Hipocalcemia
  • Hiponatremia
  • Hipernatremia
  • Acidose metabólica

2. Causas Intracranianas

As causas intracranianas correspondem às afecções estruturais ou funcionais do sistema nervoso central. O material divide essas doenças em processos inflamatórios e infecciosos, neoplasias e malformações congênitas, além de doenças vasculares e degenerativas.


Inflamatórias

Imunomediadas

  • Meningoencefalite Granulomatosa (MEG)
  • Meningoencefalite Necrosante (MEN)
  • Encefalite do Pug
  • Encefalite de cães Toy

Infecciosas

Virais

  • Cinomose
  • PIF
  • FIV
  • FeLV

Protozoários

  • Toxoplasmose
  • Neosporose

Fúngicas

  • Criptococose

Bacterianas

  • Encefalites bacterianas

Neoplásicas

Mais frequentes em pacientes idosos.

Exemplos:

  • Meningioma
  • Glioma
  • Adenoma hipofisário
  • Metástases

Congênitas

  • Hidrocefalia
  • Lissencefalia
  • Malformações do cerebelo

Vasculares

  • AVC isquêmico
  • AVC hemorrágico
  • Hipertensão arterial
  • Vasculites

Degenerativas

  • Doenças de armazenamento lisossômico
  • Abiotrofias cerebelares
  • Encefalopatias degenerativas

Epilepsia Idiopática

A apresentação destaca que a epilepsia idiopática ocorre preferencialmente em animais jovens, geralmente entre 6 meses e 6 anos de idade, apresentando exame físico e neurológico normal no período interictal. O diagnóstico é de exclusão, após afastar causas extracranianas e lesões estruturais do encéfalo.

Características clássicas:

- início entre 6 meses e 6 anos

- exame neurológico normal

- sem alterações estruturais

- diagnóstico de exclusão


EXAME NEUROLÓGICO

O exame neurológico é a principal ferramenta para localização da lesão.

Avaliar:

  • Estado mental
  • Marcha
  • Nervos cranianos
  • Reflexos espinhais
  • Reações posturais
  • Dor cervical
  • Dor lombar

EXAMES LABORATORIAIS

Na rotina do ScientiaLabs e do LAVEF, recomenda-se uma triagem inicial com:

  • Hemograma
  • Perfil bioquímico
  • Glicemia
  • ALT
  • AST
  • Fosfatase alcalina
  • GGT
  • Ureia
  • Creatinina
  • Eletrólitos
  • Gasometria
  • Ácidos biliares
  • Amônia
  • Sorologias
  • PCR para doenças infecciosas

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Na rotina do Hospital Veterinário Florianópolis, a RXVet Laudos participa da interpretação de exames avançados.

Radiografia

Baixa sensibilidade para SNC.


Ultrassonografia

Pacientes pediátricos.


Tomografia Computadorizada

  • Trauma craniano
  • Hemorragias
  • Fraturas
  • Hidrocefalia

Ressonância Magnética

Exame padrão ouro.

Indicada para:

  • Tumores
  • Encefalites
  • AVC
  • Epilepsia refratária
  • Malformações
  • Doenças degenerativas

QUANDO INDICAR LÍQUOR?

  • Suspeita de encefalite
  • Meningite
  • Doenças infecciosas
  • Doenças imunomediadas
  • Neoplasias leptomeníngeas

PROTOCOLO DE TRIAGEM

  1. Estabilização do paciente.
  2. Controle das crises.
  3. Histórico completo.
  4. Exame neurológico.
  5. Hemograma.
  6. Bioquímica.
  7. Eletrólitos.
  8. Glicemia.
  9. Pressão arterial.
  10. Ressonância Magnética quando indicada.
  11. Líquor.
  12. Diagnóstico definitivo.

Esse fluxo acompanha a lógica apresentada na seção de abordagem e triagem do material, que enfatiza anamnese detalhada, exames laboratoriais iniciais e avaliação neurológica seguida de métodos de imagem quando necessários.


CASOS CLÍNICOS DO CURSO

Os alunos discutirão casos reais envolvendo:

  • Epilepsia Idiopática
  • MEG
  • MEN
  • Cinomose
  • AVC Isquêmico
  • AVC Hemorrágico
  • Glioma
  • Meningioma
  • Hipoglicemia
  • Hipocalcemia puerperal
  • Intoxicação por metaldeído
  • Encefalopatia hepática
  • Shunt portossistêmico
  • Neosporose
  • Toxoplasmose

APLICAÇÃO CLÍNICA

Os casos utilizados durante o curso são provenientes da rotina do Hospital Veterinário Florianópolis, permitindo ao aluno integrar avaliação clínica, exames laboratoriais do ScientiaLabs e LAVEF e interpretação de exames avançados pela RXVet Laudos, reproduzindo o fluxo diagnóstico empregado em hospitais veterinários de referência.

https://hvflorianopolis.com.br/home/

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